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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SOCORRO PARA O SUS


Em todo o Brasil, ontem, os médicos vinculados ao SUS fizeram uma paralisação de 24 horas, em manifestação de advertência. Eles reclamam da baixa remuneração e das condições de trabalho. Apenas os atendimentos de emergência e urgência foram mantidos.



A paralisação, que não foi generalizada - em alguns Estados, não houve interrupção -, provocou protestos da população, sobretudo daquelas pessoas que tinham consulta e exames marcados com antecedência, os quais foram remarcados para novembro e dezembro.

Os mais prejudicados foram os pacientes do interior, que viajaram para capitais como Belo Horizonte e não foram atendidos. Em Minas, 70% dos médicos trabalham no sistema público, que compreende o SUS, a Fhemig e o Ipsemg. A maior parte deles aderiu à paralisação.

O movimento é coordenado por várias entidades nacionais e estaduais de médicos, proclamando defender o SUS. Segundo elas, a remuneração insatisfatória dos profissionais e as más condições de trabalho contribuem para o mau desempenho do sistema.

Os médicos do serviço público ganham pouco mais de R$ 1.900 em média para uma jornada de 20 horas semanais. Segundo a Federação Nacional dos Médicos, o piso salarial da categoria deveria ser de R$ 9.000. Quase 60% dos usuários do SUS reclamam da falta de médicos.

Estes reclamam também das condições de trabalho. Os tratamentos são prejudicados pela falta de leitos, UTI, exames e cirurgias. O SUS vem perdendo leitos. Em 20 Estados, a média de leitos de UTI por 10 mil habitantes fica abaixo da média nacional, que é 1,3.

Saúde é a principal demanda da sociedade. O SUS veio atender a isso, acabando com a caridade que sobrevivia do nosso passado colonial. Desde a Constituição de 88, saúde é direito do cidadão. O problema é realizar isso. Os meios são insuficientes.

O governo não vê outra saída a não ser criar mais um imposto. Não precisa. Bastar eliminar a corrupção.


Por: O TEMPO

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