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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eleições municipais - renovação de esperanças e mudanças comportamentais

Alberto Amaral Alfaro *




Tenho dedicado boa parte da minha vida ao estudo e prática da atividade política, na primeira situação fazendo um curso presencial de pós-graduação em direito político, na Unisinos, em São Leopoldo-RS, na outra exercendo mandato de vereador por seis anos aqui em nossa cidade, além de manter filiação partidária desde que me tornei eleitor.
Esse preâmbulo não tem como motivação chancelar as minhas opiniões e minhas críticas como definitivas, acertadas, muito pelo contrário, exponho essa trajetória para me reafirmar como um operário das relações humanas, em constante aprendizado nas questões que envolvam a representação política e as situações que digam respeito à gestão pública.

Tanto que corroboro com a opinião pública generalizada, entendendo a realização de eleições como oportunidade para se rever mandatos, outorgar novas procurações.

Temos, mais do que nunca, informações pormenorizadas a respeito das ações dos nossos prefeitos e nossos vereadores, disponibilizadas através dos órgãos de comunicação, sempre vigilantes e informando a cidadania com os elementos básicos para o encaminhamento dessa definitiva escolha, que é o voto.
Tenho usado, nos diversos espaços midiáticos onde atuo alguns chavões com o sentido de alertar a cidadania sobre a importância de estar bem informado sobre a atuação de cada um dos eleitos, bem como de seus auxiliares, ver se cumpriram com os compromissos assumidos e se honraram a procuração e os vencimentos recebidos.

A palavra “vereador” vem do verbo latim verear, que significa “zelar pelo sossego e bem estar dos munícipes” competindo-lhe propor e votar leis, fiscalizar e julgar atos dos prefeitos e dos colegas vereadores em determinadas infrações. Será que os nossos representantes atuais cumpriram com as suas obrigações? Esse e outros questionamentos cada um dos eleitores deve se fazer, servindo a mesma dica com relação ao Executivo.

“Fazer o que precisa ser feito”, “Choque de Gestão” e “Quebrar paradigmas e contrariar interesses”, entre outros, são alguns dos chavões que fiz referência, e que devem servir de direção aos que desejarem submeter nomes e propostas às próximas eleições.

Constato que esse desgaste da atividade política é plenamente justificável, no entanto, alerto para o perigo das generalizações, considerando ser indispensável sabermos separar o joio do trigo, já que o modelo político adotado por nós é este, não temos outro compromisso que não seja o de ler, ouvir, perguntar, investigar, sugerir, propor e escolher.
Tenho esperança de que possamos promover com tranquilidade e acerto as mudanças que se fizerem necessárias, bem como referendar os que tenham andado bem nas suas missões e compromissos, reiterando que o voto é uma procuração, não uma moeda de troca ou barganha.



* Empresário, advogado, pós-graduado em Direito Político pela Unisinos

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