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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pega na mentira


CRISTIANO MARTINS


São omissões de pequenos detalhes, mudanças de opinião por simples conveniência eleitoreira ou até discursos cheios de falácias para acobertar graves fraudes e irregularidades. Em suas mais diversas proporções, a mentira - lembrada neste dia 1º de abril em quase todo o mundo - praticamente já se incorporou ao jeito de se fazer política no Brasil e ao imaginário do eleitorado quando o assunto são os seus governantes.

A cada dois anos, a prática se repete em grande escala pelo país durante as campanhas, fartas de promessas que não convencem nem mesmo os mais otimistas. Exemplo recente é o do pré-candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB), que negou falta de compromisso ao ter abandonado o cargo em 2006 para disputar o governo. Ele chamou de "papelzinho" o termo assinado no qual prometia cumprir o mandato inteiro.

Os casos atingem até os que erguem a bandeira da verdade e da moralidade, como o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado na semana passada em gravações policiais pedindo dinheiro e vazando informações para Carlinhos Cachoeira, acusado de exploração ilegal de jogos em Goiás.

No passado recente, também não foram raros os ministros e secretários que recorreram a fantasiosos argumentos para tentar escapar de acusações.


[Atitudes. Nos últimos anos, surgiram no país iniciativas - ainda tímidas - de entidades e grupos apartidários com o objetivo de acompanhar as ações das autoridades. As mais importantes delas estão na internet, como grupos denominados "Adote um vereador" e "Adote um deputado", existentes em vários Estados, por meio dos quais internautas se comprometem a denunciar atos falhos e cobrar o cumprimento de promessas. Outras ferramentas digitais têm sido importantes meios de controle, como o Observatório Social do Brasil, que recebe denúncias e monitora as ações e gastos de câmaras e prefeituras.


E você, já foi enganado? Qual a maior mentira que já ouviu de um político?

Curiosidades
Manobra. As brincadeiras de 1º de abril são tão famosas que levaram os militares responsáveis pelo golpe de 1964 a mudarem a data oficial do início do regime. A iniciativa ficou "registrada" no dia 31 de março, mas faria aniversário hoje.

Origem. Tudo começou quando o rei francês Carlos IX implantou o calendário gregoriano, no qual o ano começa em 1º de janeiro. Alguns não gostaram da ideia e continuaram celebrando a data antiga, 1º de abril, o que virou motivo de chacota. No resto do Ocidente, a data é chamada de "dia dos tolos".


Publicado no Jornal OTEMPO em 01/04/2012


Um comentário:

Brincadeira disse...

A VERDADE QUE O SOUZA NÃO DIZ.

Mais uma vez, o locutor chapa branca, da Radio Brilho, Souza Mendonça, escamoteia a verdade no seu programa "Conversa Franca" de hoje, 03.04.2012.

No afã de defender o governo Willian - e a sua candidatura futura - continua dizendo que o crédito político pela rejeição do décimo-terceiro para os vereadores é do prefeito.

Temos defendido que essa Rádio e o seu locutor está a serviço dos intere...sses do Paço, em franco descumprimento da lei das rádios comunitárias e da lei eleitoral. Entendemos que seu programa contribui mais para desinformar o ouvinte do que para esclarecer e informar a realidade dos fatos.

Infelizmente, a nossa Promotoria Pública não ouve rádio.

Com relação ao veto ao décimo-terceiro dos vereadores, o prefeito Willian - que conhecia o teor do projeto - se viu obrigado a barrar o benefício, temendo a mobilização popular que já estava em curso.

Nosso mandato apresentou, no dia da votação do projeto, uma emenda de igual teor, que foi rejeitada por 6 vereadores(nós, Canecão e Vilela votamos a favor da retirada do décimo terceiro).

Em seguida, votamos contra o projeto na sua integralidade.

Dessa forma, o prefeito nada mais fez do que repetir a emenda que já havíamos apresentado, como veto.

A continuar essa desfaçatez, seremos obrigados a formular denúncia no MP. A democracia que a Rádio Brilho prega o tempo inteiro, não estabelece a igualdade, não busca a verdade dos fatos, é discricionária e esbarra na falta de seriedade no trato com a comunicação.


vanderlei Pequeno