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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A LUTA DE DAVI CONTRA O GOLIAS

Pedro Arimathea Alves.

O atual governo municipal, que vinha perdendo aceleradamente, desde seu início, a condição político administrativa de manter-se no cargo, vive seus momentos finais. O lance derradeiro foi a perda da consciência de seu papel, assumindo atitude não proativa em defesa do bem público, num ato que desonrou a vocação recebida das urnas. Em nome de um pacto, manteve, por quatro anos, a cidade engastada em uma fúria legiferante de ingerência administrativa, onde prevalecia as diretrizes de seu “padrinho político”. Não rebatia os argumentos. Bovinamente, chancelava as ordens emanadas. Administração bicéfala, deixa de obedecer os ideários desenvolvimentistas para instalar em seu seio complexa teia de normas confusas e conflitantes, aos anseios do povo. Na verdade, interpretando a consciência coletiva, a implantação da irracionalidade administrativa, tem papel preponderante na construção do assombroso retrocesso em que vivemos.

São raras as vezes em que geração tem oportunidade de vivenciar a história sendo feita. A eleição municipal pela lavratura do escrutínio das urnas, foi um espetáculo de amplo significado histórico. Empolgante por merecer uma análise mais detida pela lição que embute. A vitória de Cesinha, para Prefeito Municipal, vem carregada de similar simbolismo no que representou a luta de Davi contra o Golias. Foi ignorado, maltratado, provocado e insultado, caracterizado por incomum cavalheirismo de infundada declaração de que “foi um assessor medíocre”, e no fim você os venceu. Para sua luta, trouxe no alforje, como Davi, não pedras, mas, seu eloqüente amor à cidade, humildade no coração e solidariedade ao povo sofrido.
Essa nova realidade absoluta, incontestável e extraordinária em todos os sentidos e clareza, tem a objetividade, não como recurso demagógico à pretensa fala populista mas, sim, como resultado do exame minucioso dos fatos e da luta contra o lugar comum. Cesinha conquistou sua força política, com a grandeza do povo em corrigir seus erros e, potencializada pela projeção de uma imagem austera, com a qual constatará contra as ambições materiais e de poder que dominou por anos a política municipal. A euforia se justifica.
A história de uma cidade e de seu povo é feita de fatos. É sobre eles que os historiadores ao se debruçarem, encontrará o fio condutor que os levara à sequência lógica, da qual nós, nossos filhos e netos orgulharão do dinamismo operado.

PEDRO ARIMATHEA ALVES

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