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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ANÁLISE REALISTA


Pedro Arimathea Alves
Pedrinho do correio


Não é previsão à moda absurda do calendário maia. Mas, ainda que, sem a intensidade anormal das chuvas, as águas que derivam das vertentes dos bairros à esquerda do Córrego Lava-pés, faz juz a imortalizada frase de que já virou efeméride, o encontro da cidade com o alagamento das Avenidas Humberto Mauro e Astolfo Dutra, Praça Getulio Vargas, Ruas Nogueira Neves e João Braga. Essa última carrega o fardo depositária das águas fétidas misturadas à lama e carcaças de animais mortos. Produzindo margem de probalidade de o quadro tornar problema de saúde pública, pelo descaso das autoridades em não promover a limpeza. 
Outro fator que, de tempo a tempo, leva a cidade a mais alta comoção, sempre que a fúria das enchentes deixa seu rastro de destruição. O roteiro seguido pelos governantes é sempre o mesmo. Proferem-se frases de efeito, adotam-se medidas paliativas. Decretam estado de calamidade, recebem recursos da Secretaria Nacional de Defesa Civil(Sedec),próprios para respostas imediatas às catástrofes, Todavia, as grandes questões não merecem igual insistência, permanecem esmagadas pelos malabarismos e manobras ditadas pela pela negligência na execução de obras que poderiam minimizar, ou mesmo erradicar grandes perdas.
Muita água ainda vai rolar debaixo, e acima, das pontes até que algum governante perceba ser tangível de solução as constantes enchentes. É desanimador assistir o arcaísmo de nossos políticos, divorciando cada vez mais do sentimento do povo. Lamentável que esse instinto permaneça tão forte, sob o peso de suas próprias contradições, continuando produzir forte impacto na vida dos cidadãos de menor extrato.
A atual transição como partido do bloco de apoio ao governo federal, poderá marcar um novo patamar nesse processo. Certamente exigirá talento e aptidão, para com um mínimo de eficácia na elaboração de projetos, venha por fim ao sentido de urgência para com a tarefa que vem sendo irresponsávelmente postergada. A cidade urge por uma resposta imediata. Não dá para esperar a próxima enchente para agir.
Não há que invocar a solene lástima de não ter deputados eleitos pela cidade, quanto ao caminho a ser trilhado. Há que sustentar que o êxito adviria de projetos com argumentos contundentes, tratando de desconsiderar o simplismo, adotando a complexidade do processo de a requalificação dos Rios Pomba e Meia Pataca. São razões relevantes para explicar o sucesso de cidades com as característica à nossa que, adotadas já puderam aferir sua eficácia. Na verdade, todos os sistemas eficientes de prevenção, foram concebidos depois de escancaradas as fragilidades pela falta de investimentos.
Dos 853 municípios do estado convocados a apresentar projetos de prevenção de danos provocados por temporais, apenas quatro entregaram planos e têm verba assegurada para obras de drenagem, e outras afim. Na Zona da Mata, coube a Muriaé revelar que no coração do governo municipal funciona uma impressionante máquina montada a esmiuçar os caminhos tortuosos em busca de verbas. Cerca de 300 milhões estão sendo aplicados no controle das enchentes formados pelos Rios Preto e Muriaá(homônimo), com obras contínuas resolvendo problemas de toda cidade, e até mesmo, caso necessário, da região entorno.
O bom-senso da administração municipal, é marcada pelo DNA racional em apresentar projetos estruturantes de prevenções para a captação de recursos junto ao governo federal.É exemplar em sua essência e traz um sentimento de alívio e alma lavada junto a opinião pública, já que, apontou o caminho para uma solução que, para os ineptos, é intangível.

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